Se você pode contar seus tios e tias em uma mão, é possível que sua avó
tenha feito parte do grupo das pioneiras a gozar, cinco décadas atrás,
do maior benefício da pílula anticoncepcional: a escolha de ter filhos.
Mas o planejamento familiar tinha um preço doloroso. As usuárias sofriam
com inchaço e sensibilidade nas mamas, fruto da retenção de líquidos. E
havia outro problema: ao optar pela gravidez, elas esperavam meses até a
ovulação se normalizar.
Ao longo dos últimos 50 anos, a pílula evoluiu da maneira que as
usuárias mais desejavam: manteve o principal benefício (99% de garantia
contra a concepção) e equalizou os efeitos colaterais. O segredo foi
diminuir em até dez vezes a dose hormonal do primeiro anticoncepcional
do mercado, o Enovid 10, lançado em 1960. Além disso, pílulas de quarta
geração oferecem benefícios como a diminuição da cólica menstrual, diz
Achilles Cruz, ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



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