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Peso "normal" nem sempre indica boa saúde e há sinais para ficar atento

Se você ainda acha que só tem colesterol alto quem está acima do peso e que anemia é um mal exclusivo dos magrelos, é hora de entender mais sobre saúde. Hoje sabe-se que males antes comumente relacionados a obesos ou magros extremos podem acometer quem está dentro da faixa de peso considerada normal — ou seja, aqueles que possuem um IMC (Índice de Massa Corporal) entre 20 e 25. 

O IMC é um parâmetro numérico obtido ao se dividir o peso pelo quadrado da altura. (se não sabe qual é o seu, existem inúmeras calculadoras online que fazem a conta para você). No entanto, mesmo que você esteja dentro do parâmetro considerado normal, ainda não é hora de respirar aliviado. “O tecido adiposo é um dos grandes vilões. Ele pode se acumular entre as vísceras e não deixar ninguém gordo, mas metabolicamente doente. A gordura se deposita onde não deve, aumentando o risco de uma série de doenças”, diz o endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

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Cólica menstrual: saiba como aliviar o desconforto de todo mês

Quando a menstruação está para descer, quase sempre sentimos um pouco de cólica. Se a dor é leve, trata-se de algo normal e que pode ser amenizado com uma bolsa de água quente e repouso. Mas se o desconforto for muito grande, é preciso investigar. Saiba o por quê!

Até que ponto é normal?
Sentir um leve desconforto na parte baixa da barriga quando estamos menstruadas é normal, não se trata de doença. "É que, para eliminar o sangue, o útero se contrai, causando o incômodo", explica Luciano Pompei, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC. A cólica menstrual pode ser mais forte em algumas mulheres por elas terem mais sensibilidade à dor ou porque as contrações uterinas são mais intensas. E existem, também, os casos em que a cólica pode ser sinal de doenças como endometriose, mioma e pólipos no útero. Se você sente dores muito fortes durante a menstruação, informe seu ginecologista para que ele possa investigar se há algo mais sério por trás do desconforto.

Quem sofre mais
"Nos primeiros dois ou três anos após a primeira menstruação da menina, não é tão comum ter cólica. Assim que o ciclo se torna regular, cólicas moderadas e intensas podem afetar algumas jovens", diz o médico. Após a primeira gravidez, há chances de a intensidade da dor diminuir por causa de alterações na musculatura do útero.


A importância dos exercícios

Fazer atividades físicas ajuda a reduzir as crises de cólica. Para quem sente dores fortes demais existem várias opções de tratamento. "Há medicamentos que podem ser usados, de anti-inflamatórios a anticoncepcionais específicos. Nos casos mais sérios, podemos suprimir a menstruação", afirma Pompei.

Quietinha para melhorar
Quando a cólica vem, tudo o que se quer é ficar deitada até ela passar. Respeite esse momento. A família e o trabalho podem esperar um pouco. Converse com seu chefe e com as pessoas de casa e peça a compreensão deles. Encare isso como uma trégua que o nosso corpo pede uma vez no mês para ficar quietinho.

Fonte: Suzana Dias / Edição: MdeMulher

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